Ideologia de gênero NÃO é Kit gay

by - janeiro 10, 2019

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Como diria um ex-presidente do Brasil, nunca antes na história desse país... se discutiu tanto sobre a educação, sobre o que os filhos estudam ou deixam de estudar, se têm acesso a coisas morais ou imorais. Isso é bom; contudo, há alguns equívocos.
Acredito que nós precisamos desfazer um mal entendido promovido durante a campanha eleitoral e que, ainda hoje, confunde muita gente: Ideologia de gênero não se resume a kit gay. Acredito que o equívoco tenha se dado por causa da mídia, que não poucas vezes distorce o que grupos conservadores publicam para desmoralizar seu discurso; mas também pelo fato de o Presidente Bolsonaro, ainda candidato, sempre citar e mostrar aquele livrinho - absurdo - do kit gay. Daí, então, toda vez que se fala de ideologia de gênero as pessoas acham que estamos falando de kit gay. 
É preciso compreender que o Kit gay faz parte da ideologia de gênero, mas não encerra as questões de gênero. Digamos que o Kit gay é apenas uma peça no tabuleiro revolucionário, ou uma ponta do iceberg. 
O que vem a ser, então, a ideologia de gênero? É uma doutrina que prega que o ser humano nasce neutro, nem homem nem mulher, escolhendo por si sua identificação de gênero. E, para quem não entende sobre, gêneros não são apenas masculino e feminino, desejando apenas acrescentar gay e lésbica, mas já há dezenas de gêneros em que a pessoa pode se identificar. Portanto, não é uma questão de promover a homossexualidade, mas sim de uma tentativa de anular o caráter biológico do ser humano.
É necessário termos a clareza do que é a ideologia de gênero, sem confusão, para não cairmos em ciladas. Há poucos dias o novo Secretário de Educação do Distrito Federal, Rafael Parente, diante das críticas que recebeu por ser favorável as questões de gênero na escola, afirmou categoricamente que não implantará o kit gay nas escolas do DF. Mas, como afirmado, o problema não é só o kit gay, mas sim a relativização das diferenças biológicas do homem e da mulher, ao se pregar nas salas de aula que a orientação sexual é uma construção social. Há escolas, aliás, que têm banheiros unissex. 
Além disso, é necessário lembrar que, ao contrário do que muitos pensam, ser contra a discussão de questões de gênero nas escolas é, não somente lutar contra prática homossexual por influência da escola, como dizia Bolsonaro em campanha, mas sim lutar  contra a sexualização precoce - seja homo ou heterossexualmente. Portanto, lutar contra a questão de gênero é, sim, lutar pela inocência das crianças.
Para que você, caro leitor, compreenda o perigo que as crianças correm se caírem nas mãos de ideólogos de gênero, radicais, que querem impôr suas ideias custe o que custar, é mister citar a feminista Shulamith Firestone, uma das maiores teóricas das questões de gênero, que dizia alguns absurdos:
"Devemos incluir a opressão das crianças em qualquer programa feminista revolucionário... Nossa etapa final deve ser a eliminação das próprias condições da feminilidade e da infância. O tabu do incesto hoje é necessário somente para preservar a família; então, se nós nos desfizermos da família, iremos de fato desfazer-nos das repressões que moldam a sexualidade em formas específicas. [...] Os tabus sexuais com as relações homossexuais ou entre adultos e menores irão desaparecer, assim como as amizades não sexuais... todas as relações próximas irão incluir o físico. [...] Se a relação sexual precoce é o mecanismo base pelo qual são produzidas as estruturas de caráter que sustentam a escravidão política, ideológica e econômica, o fim do tabu do incesto, através da abolição da família, poderá ter efeitos profundos. A sexualidade poderá ser libertada da sua camisa de força para erotizar toda a nossa cultura, modificando a sua própria definição"¹
Mas por que ela defendida tanto sexualização precoce, incesto, homossexualidade, sexo entre adultos e crianças...? Ora, por causa da ideologia de gênero. Como assim? Bom, como foi dito, a ideologia de gênero suprime - ou tenta suprimir, melhor dizendo - o caráter biológico da sexualidade humana, no sentido de influência, dizendo que tudo é uma questão social. A natureza, portanto, é subjugada. Como a própria Firestone dizia "A natureza não é necessariamente um valor humano. A humanidade já começou a superar a natureza; não podemos mais justificar a manutenção de um sistema discriminatório de classes sexuais fundamentadas em  origem natural"¹ O que isso quer dizer? Que a sociedade não pode impor à um bebê que nasceu com pênis que ele é homem, pois não podemos manter essa sociedade "machista-opressora" segundo critérios da natureza; portanto, o nascer com pênis ou vagina não define o ser masculino ou feminino, segundo tal teoria.
Portanto, a natureza é subjugada. Não pode-se argumentar nada de biológico para defender que determinadas práticas sexuais são imorais, tais como o incesto e a pedofilia, pois, segundo Firestone, "a humanidade já começou a superar a natureza".
Portanto, caríssimo leitor, entenda de uma vez por todas que combater a ideologia de gênero é muito mais do que combater o kit gay. A guerra é contra algo muito maior. Algo que começa pela relativização das diferenças de masculino e feminino, num estalar de dedos, pode virar em uma defesa da pedofilia e do incesto. E, para quem vier achar um exagero, pesquisem sobre Projetos de Lei que visavam diminuir a idade de consentimento em relação sexual de 14 para 12 anos. Enfim, aos poucos se vai sedendo e sexualizando precocemente os brasileiros.
Para quem desejar saber mais sobre esta temática, deixo abaixo alguns vídeos.
Referências
¹Firestone, S. Apud. Dale O’Leary. A agenda de gênero - redefinindo a igualdade.
https://www.youtube.com/watch?v=Xr30QSTil6I
https://www.youtube.com/watch?v=IO9ady91clY   https://www.youtube.com/watch?v=MVc1z-6Pb7E   https://www.youtube.com/watch?v=E25yRG5KZBg

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